Um homem e uma mulher – Vicente e Maria Luís (Kowalevsky) – cruzam-se ocasionalmente numa festa em casa da narradora; ele, professor de História Contemporânea, temporariamente separado, a terminar um livro, de partida para um semestre de aulas no Rio de Janeiro; ela, artista plástica. Usa como nome artístico o estranho apelido encontrado em cartas de família à beira do lixo, numa mudança.

15,00

«aqueles meses sem sombras foram como um bloco monolítico de tempo que parecia não passar. Era como se o tempo tivesse ficado suspenso, como se não passasse porque aparentemente a luz também ela não se movia. Tentei que este livro falasse sobre essa falta de luz e também sobre a falha da memória. De facto, parece-me que o que guardamos são falsas memórias.»

10,00

As cartas da autoria do padre jesuíta António de Andrade datam de 1624 a 1633 e foram enviadas desde Goa, na Índia, para a missão jesuíta na Europa. O missionário, natural de Oleiros, foi o primeiro europeu a chegar ao Tibete em 1624 e a dar conta daquela terra onde as serras são «as mais fragosas e altas que parece pode haver no mundo»

12,00

Deserto e Nuvem são obras de longo curso que examinam a forma de vida na Cartuxa de Évora, onde alguns monges resistem aos costumes do mundo, em absoluto silêncio e solidão. Serve este exame de pretexto para focar a própria natureza da fé humana, do apego às coisas do mundo, do que nos faz sentido.

18,00

«São textos breves e desenvoltos que captam momentos na vida da comunidade ou traçam o retrato de figuras carismáticas. (…) o desejo de fixar seres humanos na sua singularidade, concreta ou imaginada: regressados das Américas, maridos cornudos, baleeiros com segredos que não partilham, uma idosa de “flamejante cabelo vermelho”, aldrabões e miseráveis, Penélopes resignadas, um kosovar que lê Kavafis em francês.»

[José Mário Silva, Expresso/Atual, 21 de Julho de 2012]

7,50

Em Tokushima, no Japão do século XX, Wenceslau de Moraes relê «A Peregrinação» de Fernão Mendes Pinto e procura um reencontro nas palavras do aventureiro português com a cultura nipónica.

10,00

A presente obra é, sem dúvida, um marco incontornável, tratando historicamente a relação entre Goa e Portugal, escrito pelo luso-descendente Frederico Diniz D’Ayalla. Trabalho notável em variados domínios, e representativo do pensamento de grandes figuras de finais do século XIX, ele contêm não apenas preciosas observações de carácter antropológico e de geografia física, mas também narrativas apaixonadas dos sucessos históricos e políticos do território, ao longo dos séculos. Obra por certo polémica é, no entanto, ainda hoje, em muitos aspectos, uma preciosa visão do longo e conturbado trajecto da presença portuguesa na Índia.

7,50

Por natureza hostil aos ingleses, Albert Londres é particularmente sensível às reivindicações nacionalistas que se exprimem – de modo diverso – através de três personagens invulgares: Nehru, Gandhi e o grande poeta bengali Rabindranath Tagore. Três figuras de uma mesma época que iria marcar todo o futuro da História da Índia.

12,00

Bon-odori, mística cerimónia congratulatória, reflexo de um Japão
que desde tempos imemoriais honra os seus antepassados. O escritor
Wenceslau de Moraes, habitante de Tokushima desde o ano 1913,
percorre a cidade, o campo, as aldeias em redor e os seus cemitérios, para
um encontro com o passado e a história da cultura ancestral nipónica.

 

 

13,00