Um homem e uma mulher – Vicente e Maria Luís (Kowalevsky) – cruzam-se ocasionalmente numa festa em casa da narradora; ele, professor de História Contemporânea, temporariamente separado, a terminar um livro, de partida para um semestre de aulas no Rio de Janeiro; ela, artista plástica. Usa como nome artístico o estranho apelido encontrado em cartas de família à beira do lixo, numa mudança.

15,00

À porta do estúdio fotográfico, o senhor Augusto retrata os passantes, na ilusão de poder captar, nos seus rostos, segredos e mistérios de vida e na esperança de poder satisfazer os seus pedidos mais extravagantes e libertadores: "Assim mesmo toda molhada!" porque foi nesta chuva fria que afoguei as mágoas que me consumiam no presente e enegreciam o futuro "Quiero una fotografía en colores, Don Augusto!" porque tudo é cinzento nesta prisão e as privações e humilhações diárias fazem com que apenas sobreviva o pior que há em nós "Os dois nus!" porque é chegado o tempo de dar carta de alforria ao desejo e de erotizar a timidez.

18,00

"É ao mesmo tempo compadecido e desapaixonado; no seu livro não condenamos ninguém, nem sequer condenamos um 'sistema social'; e ao lê-lo, até o mais virtuoso poderá sentir isto: pequei enormemente por pensamento, palavra e obra." [T.S Eliot, Prefácio]

 

12,00

O Primeiro Romance de Irène Némirovsky. Um romance de uma maturidade surpreendente para um romance de estreia, a absorvente história de um velho judeu que vendeu a alma.

 

 

16,00

«Que doidice é essa? Valha-nos Alá! Tu queres ir trabalhar! E porquê? O que te desagrada nesta casa? Filho ingrato! Sustentei-te e vesti-te durante tantos anos e é esta a tua paga! Queres então cobrir-nos de vergonha!»

Mandriões no Vale Fértil (1947), esgotado há vários anos, é o romance em que o autor dedica ao seu tema predilecto – o ódio sarcástico ao trabalho – uma maior amplitude filosófica. A mandriice, longe de ser um defeito, é cultivada como uma flor rara e preciosa pelas personagens deste livro.

15,00

Uma feroz e profunda parábola sobre o fanatismo.

 

24,00

Quando lhe parecia não poder agarrar sequer a ultima esperança ambulante na multidão, um vendedor de rua mostra lhe um lugar onde poderia encontrar as ideias que procurava. Apesar de estupefacto, incrédulo, Nazaré entra, e o que lhe acontece faz com que a sua vida mude para sempre. Deixando- se levar pelo sensível farejo do seu nariz, o homem começa a intermediar sem pruridos morais os mais esquisitos negócios até finalmente converter -se, com confiança, sobre os seus próprios pés, os de carne e ossos e os dos negócios.

15,00

[…] este Duelo permanece como uma das mais logradas expressões literárias da contingência da vida perante os códigos de honra a que ela, por enobrecidos absurdos de uma civilização, aceitou sujeitar-se.

12,00

Se lerem este livro, tenham cuidado... LOU REED

Uma obra de culto, negra e brutal.

18,00